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O Zen de Ray Bradbury

Saiu uma edição brasileira do livro publicado na América, em 1990,  O Zen e a arte da escrita, do grande Ray Bradbury. São pequenos ensaios preciosos que mostram o quanto o autor de Fahrenheit é gentil: não teme em apontar porque e como sua prosa é tão visual, sensível, ao mesmo tempo, de uma simplicidade tamanha. Mas é uma simplicidade próxima ao insight, é algo que aparece como um raio, um inusitado ou uma visagem, como diz meu pai. 

O texto dá dicas para escrever, mostra como ele escreveu alguns de seus contos e romances. Como é que aconteceu o processo mas mais como forma de exemplicar a coisa. O que é legal é que conteúdo e forma vão casando que é um deleite. Então é o contrário de um metadiscurso, não sei o nome disso! Acabei de ler um capítulo chamado “Como manter e alimentar a musa”. É demais. Receita que a gente leia poesia todo dia para conseguir tal façanha: “Poesia é bom porque exercita músculos que não são utilizados sempre. Poesia expande os sentidos e os mantém em forma. Ela mantém você consciente de seu nariz, olho, ouvido, língua, mão. E, acima de tudo, a poesia é uma metáfora compacta ou um sorriso. Essas metáforas, como flores de papel japonesas, podem se expandir em formas gigantescas. As idéias estão em todo lugar nos livros de poesia, embora muito raramente os professores de conto as recomendem para estimular a escrita.” E por aí vai…

Amanhã vou postar um poema para bater a cabeça p o mestre dos 60’s e de sempre.

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