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Laranjeiras e rua Alice

de novo de bici até o bairro de Laranjeiras. triiiiiiiiiiiiiinnnnnnnnn. São muitos carros nesse bairro de intelectuais e músicos. Uma pracinha na esquina da rua das Laranjeiras com Pinheiro Machado, onde antes meninos da vida faziam musculação e conversê, agora virou… ESTACIONAMENTO para carros! Além disso, impressiona por todo o caminho os tais veículos parados no meio-fio e calçada. Antes do número 361, destino universitário, encontro Argentino, páro a bike procurando o número, não sou afeita a Laranjeiras, aquelas implicâncias que o antropólogo Lévi-Strauss diz sobre as proximidades (que traduzo por calamidades). Proximidades pelas quais é preciso alimentar diariamente uma dose de aversão. bem, isso tudo pra dizer que conversando com Argentino, avisto a favela da rua Alice, já em Santa Teresa, que sobe tão vertical adentrando a mata, numa puta engenharia, em colorido próprio e majestosa dali do asfalto. enquanto Argentino falava eu fiquei imaginando as pessoas naquele mundão de verde, na maior floresta urbana do mundo, replantada e linda. Salve!

tomar a cidade

Reanimando minha bici: Lapa-Botafogo e vice-versa. tava um sol lindo, o Aterro, o jardim das delícias. é tão bom andar de bicicleta pela cidade, dá pra ver as pessoas de perto, os detalhes da calçada, a polícia, os mendigos, os da cola, os que descansam, dá pra ter uma visão geral do trânsito, das obras, dos milhares de carros parados em lugar errado, dá pra ver os motoristas dos ônibus agora novos ou velhos (as empresas estão nesta de despedir os antigos e contratar novos e aposentados, são mais obedientes). bem, dá pra ver as pessoas surpreendidas, em sua maioria correndo em busca do buzão o mais rápido possível já que a city é caos, no mal sentido. escutei no pedro que o trânsito tava panca, desde a barra até niterói. Cá comigo que bici chance total de potência eu pele eu sol eu céu gente e silêncio a gente desliza bem é uma parada subjetiva porque o asfalto mano é bagaceira. hoje, particularmente, eu tava no delírio assassino e moralista, o que quer dizer, na maior velô pra desanuviar geral e buzinava para todos os veículos que faziam algo incorreto, ou seja, a cada dez metros triiiiiiiiiinnnnnnnnnnn.